
2010 - Passeio Parque Lage
Um relato de como um passeio contém varios aprendizados. Estava marcado para chegar às 9:30 no Parque da Lage, na Rua. Jardim Botânco 414. Ainda eram 9:25 quando estava no ônibus passando pela rua do Parque. Desci no ponto e já faltavam três minutos, quando receio a ligação de Shantami – ”Yokandesh, já chegou?”. De fato tinha acabado de chegar e ela me disse que estavam no café. Fui caminhando em direção ao café e na escadaría ouço um grito de Lexim de Gerand que me avistava de longe, ao lado da fonte.
Conversamos um pouco, chegaram alguns mais, completando os 7 e iniciou-se a caminhada. Num cruzamento de trilhas fizemos uma roda e agradecemos por estar lá no parque juntos. Depois combinamos de ficar atentos para tudo que aconteça por lá. Quem vê animais e detalhes das plantas. Enquanto faziamos esse acordo duas borboletas namoravam bastante voando em círculos, uma atrás da outra. Todos perceberam, elas também e voaram entre o nosso círculo e depois se foram juntando o olhar de todos no Sol que vinha entre folhas de árvores. Olhamos para o Sol, fechamos os olhos, respiramos fundo e fomos adiante.
Entramos num pequeno aquário, fomos olhando os peixes. Havia um com olhos grande que me fez lembrar do Sayuro. Durante esse trajeto o Lexim já estava interagindo com uma menina, em menos de um minuto já estava anotando os contatos da menina e passando o site do Condor. Bem impactante, ótimo momento de se duplicar.
Seguimos adiante caminhando e vimos duas árvores que caíram. Uma mais frágil que tinha raízes fracas, que provavelmente caiu por vento ou pelos cupins. A outra era bem grande e forte, que parece ter sido atingida por um raio pois a raíz continuava toda no solo.
A atenção era exigida a todo momento pelo Lexim. “Quantas pessoas tem atrás de você?”. “O que está escrito na camisa dela?”. A maioria das perguntas, infelizmente, não foram acertadas.
Num outro momento uma menina chorava no “canto dos namorados”, apesar do pranto dela não ter nada a ver com isso. Lexim se aproximou, conversou, agora sim, alguns minutos e depois Yokandesh estava lá pra anotar os dados novamente.
Meditamos um pouco falamos sobre esfera. Esfera do Norte, e focamos na direção Norte. Como o ditado popular já diz, nosso Norte, nossa visão. O que nos mantém focados, entusiasmados e ativos. Relembrei quatro resultados que são alinhados com um sonho pessoal e humanitário.
De novo uma pergunta. “De que lado caiu a folha?”. Yokandesh com 50% de chance errou. Achou que estava atento ao seu lado direito e disse: Esquerdo. A folha tinha caído no lado mais atento, o direito.
Fomos para o café esperamos um pouco. O único que esperou tomando suco foi Lexim que disse: “Alguns esperam outros fazem por onde. Depende da sua sede.” Enquanto isso Yokandesh estava proseando com Shantami como atrair ou abordar mais as pessoas. Logo após estava Lexim conversando com outra mulher, que neste caso estava com a família completa. Tinha uma marca natural na testa. Novamente o Yokandesh estava lá pra anotar os contatos. Antes de sentar na mesa Lexim disse: “3×0!”
Comemos e aprendimos com uma amiga a benção do Budismo Tibetano pra comida: “Mahayana Mahobi Mahayana” Yamilen deve me confirmar a informação depois de contar pro Lama Dorje. *Yamilen disse que a palavra Mahayana existe, mas não é pra benção de alimentos.
Na saída despedimos da família, conhecemos os filhos e soubemos do Pai, que é praticante, a 8 anos, de esgrima! Perto do estacionamento tiramos a foto que ilustra este relato.
Agradeço a manhã mágica. Aho!
Yokandesh